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Kung Fu

kung fu Kung Fu para a Vida

Nos dias de hoje, o termo Kung Fu é conhecido principalmente por sua conexão com as artes marciais. Quando se ouve esta palavra, a maioria das pessoas pensa em lutadores habilmente acrobáticos. Essa concepção está associada a um duplo malentendido: o primeiro é achar que Kung Fu não é nada mais que uma arte marcial e o segundo é considerar a arte marcial como uma mera habilidade de lutar e matar.

De fato, o Kung Fu é muito mais do que uma arte marcial e as artes marciais reais são muito mais do que habilidades de combate.  Entre o Século III e o Século IV, o termo Kung Fu já era empregado e originalmente era usado para descrever o trabalho humano. Posteriormente, passou a ser usado para designar todas as artes da vida que demandavam habilidades cultivadas e perícia efetiva, seja nas artes de cozinhar, falar, dançar ou lidar com as relações humanas. Os neoconfucionistas, bem como os taoístas e budistas, todos inequivocamente chamavam de Kung Fu a arte de viver que requeria corporalidade e manifestação de habilidades excelentes.

Aprender Kung Fu não é acumular conhecimento, uma vez que sua busca é o desenvolvimento de habilidades incorporadas. Este tipo de aprendizagem só pode ser compreendido e apreciado por meio da própria experiência. A prática reiterada se torna uma fonte de prazer, pois através dele, o aprendiz adquire gradualmente uma consciência mais profunda do que é aprendido, obtendo assim os benefícios da sua dedicação. É importante salientar que a aprendizagem do Kung Fu não é também a mera aquisição de habilidades motoras, onde “saber como” é comumente entendido. Trata-se da transformação da pessoa, enquanto desenvolvimento humano

A relação mestre-discípulo no Kung Fu parte do pressuposto de que o verdadeiro conhecimento é muito mais do que as palavras podem transmitir, e que exige muito mais do que o intelecto para perceber, compreender e manifestar. Então, os aprendizes são ensinados de maneira completamente diferente – não com ênfase na apresentação verbal e convencimento – mas por orientação mais individualizada e exemplos vivos do mestre. Os discípulos devem segui-los e praticá-los em conformidade. Por isso, é dito que a linguagem da Vida Kung Fu é o silêncio.

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